Licença menstrual virou assunto quente no Congresso depois que a Câmara dos Deputados aprovou um projeto que garante até dois dias de afastamento remunerado por mês para quem sofre com sintomas fortes do período. A proposta pegou muita gente de surpresa, mas o debate já vinha sendo construído há anos entre deputadas e entidades de saúde da mulher.
Para quem convive todo mês com cólica forte, enxaqueca menstrual ou crises de endometriose, a notícia é um alívio e tanto. O projeto ainda precisa passar pelo Senado antes de virar lei de verdade, mas o avanço já está sendo comemorado por especialistas e por milhões de trabalhadoras.
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Licença Menstrual: o Que Diz o Projeto Aprovado

O texto aprovado pela Câmara garante até dois dias consecutivos de afastamento remunerado por mês para quem apresenta sintomas severos associados ao ciclo menstrual, como cólicas muito fortes que impedem a rotina normal de trabalho.
A regra vale para quem tem carteira assinada, estagiárias e trabalhadoras domésticas. O número de dias foi reduzido de três para dois durante as discussões na Câmara, e o projeto também mexe na CLT, na Lei do Estágio e na Lei do Trabalho Doméstico.
A estimativa é que cerca de 15% das mulheres sintam sintomas intensos o suficiente para prejudicar o dia a dia, segundo dados citados durante a tramitação do projeto. É justamente esse grupo que a licença menstrual pretende proteger.
Até hoje, muita gente precisa ir trabalhar mesmo com dor forte, tomando remédio em cima de remédio só para conseguir cumprir o expediente. A ideia por trás do projeto é justamente dar um respiro de verdade para esse corpo que já está sobrecarregado.
Licença Menstrual: Quem Pode Pedir e Quais Documentos Apresentar

Para conseguir o afastamento, a trabalhadora vai precisar apresentar um atestado ou laudo médico comprovando que a condição de saúde impede o exercício normal das atividades naquele período.
O Poder Executivo ainda vai definir detalhes como o prazo de validade desse laudo, a forma de apresentação e a frequência de renovação. Ou seja, a mulher não vai precisar ir ao médico todo mês para comprovar a mesma condição.
Quem tem endometriose, adenomiose ou outras condições que causam dor incapacitante durante o período deve ser uma das principais beneficiadas pela nova regra, já que esses quadros costumam gerar crises bem mais fortes que uma cólica comum.
Outro ponto importante é que a empresa não poderá exigir detalhes do diagnóstico além do que já consta no laudo médico. A ideia é proteger a privacidade da trabalhadora e evitar qualquer tipo de constrangimento na hora de solicitar o afastamento.
Próximos Passos: Quando a Licença Menstrual Pode Valer de Verdade

Depois de aprovado na Câmara, o projeto segue agora para análise do Senado Federal. Só depois dessa etapa é que ele pode ser sancionado e, finalmente, entrar em vigor para as trabalhadoras brasileiras.
Segundo reportagem do Congresso em Foco, a proposta aprovada já incorpora ajustes feitos ao longo da tramitação, incluindo a redução do número de dias de afastamento de três para dois.
Não existe ainda uma data confirmada para a votação no Senado. Esse tipo de tramitação pode levar semanas ou meses, dependendo da pauta e da prioridade que os senadores derem ao tema dentro do calendário legislativo.
Vale lembrar que, em paralelo, também tramita na Câmara um projeto específico para estudantes com endometriose e adenomiose, que prevê até três dias de licença mensal nas escolas e faculdades. São propostas diferentes, mas que caminham na mesma direção.
Enquanto a licença menstrual não sai do papel, especialistas recomendam manter o acompanhamento médico em dia e não normalizar dor forte como algo que precisa ser simplesmente suportado todo mês.
Conclusão
A aprovação da licença menstrual na Câmara dos Deputados é um passo importante para quem enfrenta sintomas fortes todo mês e muitas vezes precisa trabalhar mesmo sentindo muita dor.
Agora é esperar a análise do Senado para saber se, e quando, a nova regra realmente vai valer no dia a dia das trabalhadoras brasileiras. Vale a pena acompanhar de perto, porque o tema afeta diretamente a rotina de milhões de mulheres.
FAQ: Perguntas Frequentes sobre Licença Menstrual
A licença menstrual já é lei?
Ainda não. O projeto foi aprovado pela Câmara dos Deputados e agora segue para análise do Senado Federal antes de poder ser sancionado e entrar em vigor.
Quem pode pedir a licença menstrual?
Pela proposta aprovada, têm direito trabalhadoras com carteira assinada, estagiárias e trabalhadoras domésticas que apresentarem laudo médico comprovando sintomas severos ligados ao ciclo menstrual.
Quantos dias de afastamento a licença menstrual garante?
O texto aprovado prevê até dois dias consecutivos de afastamento remunerado por mês, número que foi reduzido de três para dois ao longo da tramitação na Câmara.
Preciso de atestado médico para usar a licença menstrual?
Sim. A trabalhadora precisa apresentar laudo ou atestado médico comprovando que a condição de saúde no período menstrual impede o exercício normal das atividades profissionais.
A licença menstrual vale para quem trabalha de carteira assinada e também para autônomas?
O texto aprovado na Câmara contempla trabalhadoras com carteira assinada pela CLT, estagiárias e trabalhadoras domésticas. Profissionais autônomas e sem vínculo formal ainda não estão incluídas nessa versão do projeto.

